encontre o que procura em
pesquisa.acores.com

 



  Pânico provoca 73 mortos em estádio nas Filipinas

  As mulheres preferem praticar sexo ou limpar a casa?!

  Namorados cada vez mais violentos, revela estudo português

  Vamos lá esclarecer isto: o tamanho interessa ou não?!

  Igreja vende papel higiénico para aumentar receitas

  Conheça o bar feito de cubos de gelo - Milão

  "Nesta cidade é proíbido morrer! quem infrigir a lei será seriamente penalizado

  Descubra comquem dormiu  Lady Di, de acordo com  o jornal Inglês "The Sun"
 



Aos 30 anos... Alpendre apresenta - Combate “à inércia” com programação diversificada 

 
No ano dos 30 anos o Alpendre – Grupo de Teatro apresenta... Duas peças de teatro; quatro recitais de poesia; duas performances; uma homenagem a Álamo Oliveira e o “Átrio dos Actores”.
Com nova direcção, presidida por Paulo Freitas, o grupo de teatro angrense fez, ontem, em conferência de imprensa, na sua sede social, a apresentação da calendarização de espectáculos e a inauguração de um novo espaço – o “Átrio dos Actores”.
 
Este novo “Átrio”, na antecâmara da sala de espectáculos, servirá para que seja prestada homenagem a todos os que de alguma forma contribuíram para trazer o grupo até aos dias de hoje, sendo a primeira homenagem a prestar aos sócios fundadores.
Para além disso, o renovado espaço pretende “promover e divulgar eventos das mais variadas áreas de interesse cultural e apostar, essencialmente, nas produções regionais (...) justificando-se, também, pela necessidade de criar na ilha um espaço alternativo em que as pessoas possam partilhar a sua paixão pelo teatro e, ainda, outra experiências e conhecimentos num ambiente de convívio”, frisou a direcção do Alpendre.
Com a inauguração deste espaço, ontem à noite, o grupo angrense deu o pontapé de saída, em ano de aniversário, para a execução de um vasto plano de trabalhos. Desde logo, a estreia, a 24 de Março próximo, de um recital de poesia intitulado “Uma Questão de Género”.
Em Abril, surgirá o primeiro momento alto: a estreia (dia 14) da peça “Os Nomes que Faltam”, de Carlos Alberto Machado. O texto dramático estará em exibição durante praticamente um mês (dias 14, 15, 21, 22, 28 e 29 de Abril).
No mês de Maio, um recital de poesia e a estreia de uma performance (exercício de apresentação de um trabalho, que não tem, necessariamente, um texto de base). Para o dia da Mãe, os artistas do Alpendre vão apresentar um recital de poesia intitulado “A minha mãe nasceu”, enquanto que para o final do mês (dia 26) será estreada a performance “O teu corpo começa”.
Entretanto, passam os meses em que tudo se faz na Terceira e, em particular, no concelho de Angra do Heroísmo, e o Alpendre pára para não sobrecarregar ou concorrer com ninguém, voltando em Setembro com a estreia de outro recital de poesia a que designou “Eros Meus”.
No mês da celebração da Implantação da República, o grupo levará ao público mais uma performance intitulada “Dualidade”.
Com Novembro chega o segundo ponto alto da programação estabelecida – a estreia de “Essas Mulheres... ou She By The Three of Them”, de Isis Baião (em cena nos dias 10, 11, 17, 18, 24 e 25 de Novembro).
Para o último mês do ano, mês de apagar as trinta velas do bolo, o Alpendre fará a estreia de mais um recital (“Quero Ser Eu”) e, em data a confirmar, uma homenagem a Álamo de Oliveira a que se designou “O meu coração é assim”.

Actores... Procuram-se

Projectos, de facto, não faltam. Porém, faltam actores e actrizes. Paulo Freitas, presidente da direcção do grupo de teatro angrense, frisou as dificuldades que têm estado a sentir, nas últimas duas semanas, para conseguir recrutar sete, sim apenas sete, pessoas para interpretar as personagens de “Os Nomes que Faltam”.
Casting’s serão um possibilidade, formação também... Todavia, admite a direcção do grupo, não é só ao Alpendre que depende fazer a formação. Actores e actrizes até há em número, mas, uma grande maioria, está vocacionada para o teatro popular, como o Carnaval, e, por isso, neste momento não se mostram disponíveis para entrar em outros projectos.
Para Paulo Freitas existem projectos independentes que têm estado (e muito bem) a fazer formação com jovens e adultos, casos de Eduarda Borba e Valter Peres, respectivamente, salientando que nos findos meses do pretérito ano a Direcção Regional de Cultura, também, procedeu a uma vasta formação no âmbito do teatro e expressão dramática.

Mais oferta para
combater “inércia”

Pretendendo fazer sair o Alpendre da dependência do passado e do “presente adormecido”, mas sem fazer do grupo algo demasiado vanguardista, a nova direcção tem como metas a disponibilização de uma mais diversificada oferta, até mesmo para os turistas, porque não estão no grupo para “brincar aos teatros”.
Criticando as agendas culturais actuais do concelho, como os vários festivais e certames organizados em catadupa, seguindo-se seis longos meses de “inércia”, Paulo Freitas assumiu que “é possível que o próprio público esteja saturado”, pois em seis meses faz-se de tudo e nos outros meses nada.
Ora, é precisamente para tentar colmatar os seis meses de interregno das actividades municipais que o Alpendre está apostado. “É mau para uma cidade Património Mundial, que se quer bastante cultural, não haver, por exemplo, cinema para ver em certas alturas do ano, como nos meses de Verão”.

Público chamado
à consciência

Para a nova direcção do grupo angrense, outro dos objectivos a alcançar passa por “chamar o público à consciência” dos trabalhos do Alpendre.
Outra das preocupações da nova direcção do Alpendre é a angariação de novos sócios, cujas regalias estão a ser repensadas. Os sócios serão convidados a participar de forma mais ou menos directa, como em jantares temáticos ou na animação pontual de algum espaço.
Levar o Alpendre para fora de portas é outra aposta. A participação em festivais, os intercâmbios, o contacto com outras experiências através da vinda de grupos de fora ou da deslocação ao exterior são valorizados por Paulo Freitas.



De 1976 a 2006

Os anos de história

Criado em 1976 e apresentando-se, pela primeira vez, no Teatro Angrense, a 27 de Setembro do mesmo ano, com “Guerras de Alecrim e Manjerona”, de António José da Silva (O Judeu), o Alpendre – Grupo de Teatro transformou-se numa sociedade por quotas, em Outubro de 1979.
Seis anos depois, o Governo Regional conferiu-lhe o Estatuto de Instituição de Utilidade Pública.
Entretanto, o Alpendre foi desenvolvendo as suas actividades recorrendo a dramaturgos de várias épocas, sensibilidades e países.
Animado para intervir no espaço cultural dos Açores, o grupo realizou, também, diversos recitais de poesia, recorrendo à produção poética açoriana e nacional, essencialmente.
Ao Alpendre coube, ainda, a responsabilidade de montar espectáculos especiais para a celebração de factos e figuras de projecção nacional. Assim, o primeiro centenário de Alexandre Herculano foi comemorado, em Angra do Heroísmo, sob o titulo “O lobo do Vale”.
O quarto centenário da Batalha da Salga teve representação cultural com “Uma Hortênsia para Brianda”, de Álamo Oliveira, texto que voltou à cena por ocasião da Presidência Aberta de Mário Soares.
Os 450 anos da elevação de Angra a cidade levaram o Alpendre à montagem de “Sabeis quem é este João?”, também, de Álamo Oliveira, sendo do mesmo autor “Os sonhos do Infante” com que o Alpendre lembrou as celebrações dos Descobrimentos Portugueses, e foi convidado a integrar a comitiva do Governo Regional na sua visita ao Brasil (Agosto de 96), tendo apresentado “Os Sonhos do Infante”, nas cidades do Rio de Janeiro, S. Paulo, Porto Alegre e Florianópolis.
O Alpendre, tem, ainda, marcado presença em Congressos, Semanas de Estudo, Encontros de Escritores e outros eventos culturais.
Com a sua quase meia centena de peças encenadas, o Alpendre marcou a sociedade terceirense com trabalhos como: ”Guerras do Alecrim e Manjerona”, “Manuel, seis vezes pensei em ti”, “Uma hortênsia para Brianda”, “Missa Terra Lavrada”, “Quando o Mar galgou a Terra”, “O Gato”, “As Sabichonas”, entre outras.

fonte : Jornal A União
Fev 06