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Ar interior contém riscos para a
saúde subestimados
Um
epidemiologista norte-americano alertou, para os riscos de
saúde pública contidos no ar interior e para a escassez
de informação sobre a toxicidade de substâncias e
materiais existentes dentro dos edifícios. John Spengler, que
intervinha no ciclo de debates "Saúde sem Fronteiras" da
Fundação Calouste Gulbenkian, preconizou uma
mudança de prioridades no estudo da poluição
ambiental, de modo a que o ar interior deixe de merecer apenas 10% da
atenção quando comparado com os 90% dedicados ao exterior.
Um documento recente da Organização Mundial de
Saúde referia que "as concentrações de poluentes
no ar interior (óxido de azoto, monóxido de carbono,
formaldeído e rádon) são frequentemente muito
superiores às concentrações que se encontram no ar
exterior".
Segundo John Spengler, docente na Universidade de Harvard, as
investigações iniciadas nos anos 70 sobre compostos
orgânicos voláteis revelaram o impacto da
exposição a um ambiente interior poluído no
desenvolvimento de patologias cancerígenas. Vinte anos depois,
assinalou, o aumento da prevalência da asma transferiu a
tónica dos agentes químicos para os biológicos.
fonte: Jornal de Notícias
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