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Aspirina pode proteger homens do cancro


Homens que tomaram aspirina durante cinco anos reduziram o risco de contrair cancro. As mulheres que tomaram aspirina em doses fracas durante dez anos não reduziram significativamente esse risco, indicam dois estudos separados, divulgados.

Num dos estudos mais longos, sobre aspirina e cancro, feitos até agora, investigadores do Hospital de Mulheres de Brigham e da Faculdade de Medicina de Harvard, ambos em Boston, analisaram exames médicos feitos a 19.934 mulheres que receberam uma dose de 100 miligramas de aspirina em dias alternados e a 19.942 que tomaram uma substância inócua (placebo).

As conclusões sugerem que a aspirina, numa dose de 100 miligramas de dois em dois dias, não é eficaz na redução do cancro da mama, colo-rectal e outros em mulheres saudáveis, embora não se possa excluir algum efeito positivo no cancro do pulmão, segundo os autores do estudo.
Estes resultados contradizem os de outros estudos, mais pequenos e menos rigorosos que, em muitos casos, usaram doses mais altas e frequentes.

O estudo com homens, realizado por investigadores da Sociedade Americana do Cancro (ACS), seguiu 70.144 indivíduos durante nove anos e interrogou-os sobre o uso de aspirina e outros anti- inflamatórios não esteróides.
Os homens que tomaram doses de 325 miligramas desses medicamentos durante pelo menos cinco anos baixaram em 18 por cento o risco de contraírem cancro da próstata, em comparação com outros que tomaram aspirina só ocasionalmente ou durante menos tempo. O estudo das mulheres foi publicado na edição do Journal os the American Medical Association, enquanto o dos homens pode também ser lido na edição de hoje do Journal of the National Cancer Institute.

Os resultados divergentes dos dois estudos não ajudam a esclarecer o debate sobre o papel da aspirina e de outros anti- inflamatórios semelhantes na prevenção do cancro.
"Não creio que tenhamos a história final sobre a aspirina e os seus efeitos no cancro", afirmou Peter Greenwald, director do departamento de Prevenção no Instituto Nacional do Cancro, que ajudou a financiar o estudo sobre as mulheres.
 


fonte: Diário dos Açores
Julho de 2005