Caldeira da Graciosa
Ilha da Graciosa
A subida
faz-se
socalco a socalco. A cada passo os pés
afundam-se no vale verde que cobre os degraus que conduzem a um
promontório
difícil de esquecer: a furna da Maria Encanta. É a partir
da gruta que se
alcança uma janela sobre a Caldeira da Graciosa, uma
depressão circular com 1600 metros de
diâmetro
e 350 metros de
profundidade, que marca
o local onde outrora se erguia o topo do vulcão que
fez emergir a ilha, há alguns milhões de anos. Quando a
chaminé abateu, formou
esta grande caldeira, hoje inundada de verde e de paz.
Contudo, da antiga
floresta primitiva, a mítica laurissilva,
já quase nada resta. Avistam-se alguns loureiros (Laurus
azorica), mas as
criptomérias, importadas do Japão, dominam a paisagem. Um
passeio pelo
perímetro da caldeira permitirá descobrir, no entanto,
algumas espécies
endémicas dos Açores, como a urze ( Erica azorica), a uva
da serra (Vaccinium
cylindraceum), o sanguinho (Frangula azorica), ou o pau-branco
(Picconia
Azorica), e avistar aves raras como o priôlo (Pyrrhula murina) ou
o milhafre
queimado (Buteo buteo rothschildi).
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Tony
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