
Padre
Francisco Dolores
foto cortesia "A união"
Os festejos
populares do Espírito Santo, entre os açorianos, dentro e
fora dos Açores, são consequência de uma das mais
bem sucedidas inculturações liturgicas, na vivência
das gentes vindas de diversos povos, aglutinados na Fé
Cristã. São a pedra de toque, bebidas nas raízes
da prática cristã do Amor a Deus traduzido nos pequenos
gestos do Amor ao próximo.
Graças às missões populares dos franciscanos, que,
no povoamento destas Ilhas, deixaram marcas profundas no
coração dos pobres e humildes, que não decoram a
teologia dos compêndios, mas percebem nitidamente o essencial da
alegria, da partilha fraterna e da Bondade divina, continuada nas Obras
de Misericórdia.
Quando há dezassete anos a então Acção
Católica Rural de Santa Bárbara das Nove Ribeiras
lançou a Primeira Semana Juvenil do Espírito Santo,
fê-lo com a missão de transmitir aos mais novos os
valores, que os nossos festejos do Espírito Santo fazem emergir.
Felizmente muitos outros grupos pegaram seguiram-lhes as pisadas e,
hoje, vemos Casas do Povo, Centros de Convívio, Grupos de
Jovens, Escolas e a própria Misericórdia, apostados na
vivência da convivialidade das pessoas, na alegria do encontro e
na comensalidade dos que partilham o pão e a carne da mesma
refeição fraterna.
Alguns conseguem conjugar com graciosidade os terços do
Espírito Santo, com a palavra oportuna de uma catequese
acessível às diversas idades, sobre o modo de ser e de
viver dos cristãos. Mais importantes do que os Triatros do
Divino, são os corações dos fiéis que se
abre aos dons do Espírito Santo.
Padre Francisco Dolores
fonte:
A União
Maio
2005
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