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Os
“Manifesto” promovem demo-CD
O grupo terceirense de Punk-Rock “Manifesto” concretizou no passado
mês
de Março “um passo importante para o grupo”, ou seja
lançar o seu
demo-CD, uma espécie de “cartão de visita” musical que a
banda pretende
promover, não só na Região mas a nível
nacional, em ordem a conquistar
novos horizontes.
O lançamento do demo-CD foi feito a 24 de Março, num
concerto de apresentação que teve lugar na Fanfarra
Operária.
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Em busca de novos
horizontes
O grupo terceirense de Punk-Rock “Manifesto” concretizou no passado
mês de Março “um passo importante para o grupo”, ou seja
lançar o seu demo-CD, uma espécie de “cartão de
visita” musical que a banda pretende promover, não só na
Região mas a nível nacional, em ordem a conquistar novos
horizontes.
O lançamento do demo-CD foi feito a 24 de Março, num
concerto de apresentação que teve lugar na Fanfarra
Operária.
Miguel Linhares, vocalista dos “Manifesto”, conta-nos como decorreu
este momento alto para o grupo: “A intenção era fazer um
concerto mais intimista, essencialmente para amigos, mas acabou por ser
um grande concerto, com sala cheia, já que apareceu muita gente
interessada”. Uma surpresa, ou talvez não, já que os
“Manifesto” têm o seu público garantido, que aparece nos
concertos e, como refere Miguel “canta as nossas músicas”.
No concerto o grupo tocou as músicas que constam do demo-CD –
“R24” (inspirada na República 24 de Março, do Porto, onde
se refugiaram muitos “músicos e políticos, como
Zéca Afonso ou Mário Soares), “Estrela Vermelha”, “Sol da
Plenitude”- bem como dois novos temas, originais, uma versão do
tema de Zéca Afonso “O que faz falta”, e uma cover do grupo
Nofx. Coincidência “interessante”, faz notar Miguel, foi o facto
de o concerto ter ocorrido a 24 de Março, quando o tema
principal do demo-CD é, precisamente “R24”, dedicado à
República 24 de Março.
O concerto saldou-se num sucesso a mais de um nível já
que, como nos confidenciou Miguel Linhares, “vendemos uma quantidade
razoável de exemplares e já temos encomendas”. O trabalho
vai estar à venda ao público na “Valentim de Carvalho”.
Grupo passou
“a outra fase”
Com o lançamento do demo-CD – gravado num “estúdio
improvisado” do músico praiense Miguel Ângelo e com
masterização feita por Rodrigo Rodrigues (guitarrista da
banda) no estúdio “Restart”, em Lisboa – os “Manifesto” passaram
a “outra fase”, diz Miguel Linhares, visivelmente satisfeito com o
trabalho, “muito bem gravado”, aliás esse é o sentimento
generalizado da banda: “O trabalho ficou do agrado de todos, pelo que
decidimos trazê-lo à rua”. Trata-se, como explica o
vocalista, de um trabalho “muito direccionado aos jovens entre os 15 e
os 30 anos, com uma mensagem de cariz político-social,
interventiva, contra a indiferença”.
O lançamento e a produção do demo-CD ficou a cargo
da “Impulso Produções” , que surgiu recentemente no
mercado, “há cerca de um mês”, uma produtora composta por
um grupo de jovens músicos que tem como principal objectivo
impulsionar a música açoriana e em especial a Punk-Rock.
Agora os principais planos dos “Manifesto” para os próximos
tempos são os que dizem respeito à promoção
do demo-CD, conjuntamente com a “Impulso Produções”
não só a nível local e regional, mas também
a nível nacional. A intenção diz Miguel é
de “espalhar o demo-CD por todo o circuito nacional, junto da
comunicação social, nomeadamente junto das revistas da
especialidade”.
Os concertos fazem, naturalmente, parte essencial dessa
promoção: “Vamos tocar no II Festival
“Acção Directa”, organizado pela “Impulso
Produções”, no Posto Santo, festival que conta com nomes
a nível nacional do Punk Rock”. O grande objectivo é,
contudo, “tocar fora da Região”, no continente, onde
aliás o grupo tem tido boa aceitação: “O feedback
tem sido bom. Tocámos em Junho do ano passado no HardClub do
Porto e, em Março deste ano, na discoteca “Maus Hábitos,
também no Porto, e no Bar “Insólito” em Braga. No
“Insólito” a banda tocou com os “Lithium” e os “Velvet Stone”
outros dois grupos de Punk Rock da Terceira, já que os
“Manifesto” e os “Lithium” têm um projecto conjunto de
divulgação do Punk Rock feito nos Açores a que
denominaram “9xRock=Açores”, para levar bandas açorianas
aos palcos do continente.
Dado que a “receptividade foi muito boa” a experiência é
“para repetir” agora com mais motivos para o fazer com a
promoção do demo-CD.
Sanjoaninas e Festas da Praia
“Não existe receptividade”
Quanto a concertos na própria Ilha, nomeadamente a tocar nas
Sanjoaninas e nas Festas da Praia, os “Manifesto”, apesar de
interessados, deixaram de ter “ilusões”: “Nós temos que
nos dar a conhecer, mas não existe receptividade por parte das
comissões de festas. Acham que se é local não
é de qualidade, se é rock pior ainda”- desabafa.
Miguel Linhares considera esta postura de “grande erro”, porque, diz:
“Precisamos de nomes nacionais e internacionais para abrilhantar as
festas, mas também é preciso dar oportunidade aos valores
locais, tal como fazem com as filarmónicas e os bailinhos”.
“Sempre nos sentimos discriminados e esse é um dos aspectos
dessa discriminação”, desabafa.
De qualquer das formas o grupo sente-se motivado por esta boa fase que
têm vivido: “Não é determinante tocar nas festas
concelhias”. Promover o demo-cd, continuar a tocar para o seu
público e cativar mais, quer cá, quer no continente,
são os planos dos “Manifesto”.
Sandra Garcia Bessa
fonte: A União
Abril de 2005
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