Em comunicado, lido por Rui Teixeira, esclareceu que a
"ameaça é verídica", mas que "nada tem a ver com
os líderes dos Superdragões, nem com a claque enquanto
grupo, uma vez que se trata apenas do desforço pessoal de um
elemento que se sentiu melindrado na sua honra, por José
Mourinho ter enviado diversas mensagens via telemóvel para a sua
mulher".
Tanto assim que "na altura da final dos Campeões Europeu, que se
realizou na Alemanha, aconselharam aquele elemento a não se
deslocar, por se encontrar bastante nervoso, ficando em Portugal,
apesar de ter bilhete para o encontro. "Ao contrário do que
afirma Mourinho no seu livro, o visado é um homem íntegro
e sociável" e "não se lhe conhecem quaisquer antecedentes
criminais.
Mantemos o anonimato da pessoa em questão, dado ser uma
situação bastante delicada e do foro íntimo e
privado. E embora não revelando a identidade do nosso membro,
estamos autorizados a divulgar os motivos de tais acontecimentos,
enquanto que o sr. Mourinho, em vez de o fazer com o intuito de se
autopromover, devia tê-lo feito como homem que assume os seus
actos por completo e não deixar histórias a meio, de
forma a que o público entenda os motivos da ameaça".
"Há uma coisa que os Superdragões pretendem preservar com
este esclarecimento: o F. C. Porto e o seu grupo não têm
nada a ver com a situação criada. E, embora houvesse um
certo desconforto entre os adeptos desde o encontro de Alvalade, "as
coisas ficaram mais claras no final do jogo com o Mónaco, na
Alemanha, quando se recusou a festejar a vitória na
competição", afirmou Paulo Trilho, também
dirigente da claque.
Fernando Madureira, outro dos dirigentes, referiu que as
acusações de José Mourinho, no seu livro,
"têm uma manobra de marketing comercial, incluída para
valorizar a obra e dar-lhe um certo impacto que, de outra maneira,
não tinha."
Quando lhe foi perguntado como vai ser quando Mourinho vier ao Porto
acompanhando o Chelsea, Fernando Madureira salientou: "Vamos
recebê-los tal qual fazemos com as outras equipas que vêm
jogar ao Dragão." A.J.
in Jornal de Notícias - 2004-09-06