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Namorados
violentos
Univerisidades
Elza Pais alerta para o fenómeno de violência
física entre namorados Agressividade tende a ser aceite entre os
jovens
Nas universidades portuguesas foi detectado um fenómeno de
violência entre namorados que, em casos extremos, "chegam mesmo a
matar-se", alertou ontem Elza Pais, presidente da Comissão Para
a Igualdade e Direitos das Mulheres (CIDM).
Três meses após ter tomado posse como presidente da CIDM,
Elza Pais foi ontem ouvida pela Subcomissão Parlamentar para a
Igualdade de Oportunidades e realçou um fenómeno que diz
estar a preocupar a comissão as agressões entre
universitários.
Em declarações à agência Lusa, Elza Pais
afirmou que não existem números concretos sobre este tipo
de agressões e que apenas se pode afirmar que "existe um
fenómeno preocupante que tem agora mais visibilidade".
"Temos cada vez mais conhecimento deste fenómeno, mas não
podemos afirmar que é novo ou que existem agora mais casos,
porque ainda não foi feito um levantamento. É preciso
realizar um estudo para conhecer o melhor ", disse a nova presidente da
CIDM.
Um dos projectos da recém-empossada presidente passa
precisamente pela criação de um Observatório para
a Violência Doméstica, que ainda este ano deverá
estar apto a analisar este tipo de situações. Elza Pais
acredita que no final do ano existirá capacidade para actualizar
mensalmente os casos de violência doméstica.
Quanto à agressividade física e verbal entre namorados
adolescentes, existem apenas estudos feitos em universidades, como a
tese de mestrado realizada pela psicóloga Susana Lucas, que
concluiu que é um comportamento "aceite" e até
"justificável" entre muitos jovens.
Um outro estudo, de Fátima Gameiro, psicóloga
clínica do Instituto de Educação e
Formação do Sorraia, concluiu que uma em cada quatro
jovens universitárias portuguesas foram vítimas de "sexo
forçado" com conhecidos.
Com dados mais concretos, Elza Pais alertou para o facto de muitas
mulheres vítimas de violência doméstica esconderem
provas que poderiam incriminar os seus agressores.
Por outro lado, a CIDM pondera a hipótese de fechar algumas
casas de abrigo para as mulheres vítimas de agressão
doméstica, por não cumprirem as regras, e a
Comissão está a estudar a possibilidade de acolher as
vítimas em apartamentos.
fonte: Jornal de Notícias
1 Fev 2006
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