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fadista
Fadista terceirense
 
Patrícia Rodrigues grava Natália, Mourão e Pessoa 
 
Poemas de David Mourão-Ferreira, Natália Correia ou Fernando Pessoa, musicados por Nuno Rodrigues, são algumas das escolhas da fadista terceirense Patrícia Rodrigues para o seu novo álbum, esta semana nas discotecas.




Entre outros inéditos, referência para "Fala da pintora" de Luiz Francisco Rebello, e "Lá vai ela" de António Avelar Pinho, ambos musicados também por Nuno Rodrigues.
Em declarações à agência Lusa, a fadista afirmou que "o fado é o género musical que melhor exprime o que sente".

Patrícia Rodrigues considera "essencial uma renovação no fado para a qual contribuem sempre as novas vozes".
"O fado está em constante evolução, tal como acontece com a vida - um e outro reflectem-se", afirmou.
Além dos inéditos, Patrícia Rodrigues recupera alguns temas do repertório de Amália Rodrigues, nomeadamente, "Rosa Vermelha" e "Alfama" de José Carlos Ary dos Santos/Alain Oulman, também "Triste sina" de Jerónimo Bragança e Nóbrega e Sousa e ainda "Adeus português" de Alexandre O'Neill e Oulman.

Patrícia Rodrigues é acompanhada à guitarra portuguesa por José Manuel Neto, à viola-baixo por Marino Freitas e à viola por Jorge Fernando.
O estudioso de fado Luís de Castro salientou à Lusa o facto de Patrícia Rodrigues "seguir um caminho próprio sem copiar modelos".
"Tem uma voz agradável e não imita ninguém, o que é uma grande qualidade", enfatizou.

Patrícia Rodrigues, natural da ilha Terceira, começou a cantar fado aos 13 anos.
Aos 16 anos actua para a comunidade portuguesa no Canadá.
Em 1993 gravou o seu primeiro disco, "A menina da Terceira", e realiza uma digressão pelos Estados Unidos e Brasil.
A Rádio Renascença distinguiu-a com o Troféu Voz Revelação.
Nesse mesmo ano actuou pela primeira vez em casa típicas lisboetas.
Em 1994 regressou "ao circuito da emigração" actuando em San José (Califórnia).

Faz uma pausa durante os estudos universitários, apesar de integrar a Tuna da Universidade dos Açores.
Esta experiência permitiu-lhe participar em vários festivais onde arrecadou vários primeiros prémios como solista.
Terminada a licenciatura em Estudos Portugueses e Ingleses, em 2001, regressou a Lisboa onde integra o elenco de "Senhor Vinho", a casa de fados de Maria da Fé.
Nesse mesmo ano grava "Mar Cruel".
Patrícia Rodrigues tem realizado, entretanto várias digressões, nomeadamente pelos Estados Unidos, Venezuela, Polónia e França.

fonte A União
23.Abril.05

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