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É
toda ela de arenito dunar assente sobre xistos e deve ter-se formado
durante a última glaciação (Wurmiana) quando o
nível do mar desceu cerca de 120 metros em relação
ao nível actual.
Durante o período da ocupação romana, a ilha foi
um importante apoio à navegação costeira e
também um importante entreposto comercial, tendo-se depois
convertido num centro industrial com a produção de salgas
de peixe (principalmente sardinha).
Elevando-se pouco sobre as águas, a Ilha do Pessegueiro é
coroada pelas ruínas de um forte inacabado do século XVII
que foi muito danificado pelo terramoto de 1755. Em terra existe uma
fortaleza gémea da que se encontra na ilha. Construídas
durante o reinado de D. Filipe III, tinham a função de
proteger os pescadores e gentes locais das incursões dos piratas
argelinos e holandeses.
Ainda no século XIX, o canal entre a ilha e o continente
desempenhava funções portuárias, aproveitando das
condições abrigadas que aí se podiam encontrar.
De acordo com os historiadores, a toponímia da Ilha do
Pessegueiro não deverá estar relacionada com a
árvore de fruto homónima mas antes com o termo latino
piscatorius ou piscarium, derivado do seu papel na
exploração de pescado durante a época romana.
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