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Psicóloga
britânica vai dar à luz com 63 anos
Dentro de dois meses Patricia Rashbrook passará a
ser conhecida como a mais velha mulher a dar à luz no Reino
Unido. A gravidez tardia foi o resultado de um tratamento de
fertilidade realizado num país da Europa de Leste não
especificado que permitiu à psicoterapeuta de 62 anos dar
à luz o seu quarto filho. A notícia de uma gravidez
tão tardia não foi bem recebida pelos especialistas que
vêm a decisão como um acto egoísta e perigoso.
Segundo a Sociedade Britânica de Fertilidade, a gravidez
através de tratamento de fertilização in-vitro
(IVF) não é impossível depois dos 60 anos, sendo,
para tal, necessária a utilização de óvulos
doados. Porém, a maioria dos peritos no Reino Unido recusa
tratar mulheres com mais de 45 anos devido aos riscos que tal gravidez
pode significar para a saúde da mãe.
Para a organização Core, que se dedica a debater temas
como a ética de reprodução, os riscos não
são para a mãe mas antes para a criança. "Ela
está a ser egoísta. É extremamente difícil
para uma criança que a mãe seja da idade da maioria das
avós. Isto é o resultado da sociedade consumista que quer
tudo e não pára para pensar que uma criança
não é um produto", afirmou Josephine Quintavalle,
fundadora da Core.
No entanto, Rashbrook, que é formada em psicologia infantil,
afirmou ontem que a gravidez foi planeada até à
exaustão, precavendo o presente e o futuro da criança. A
britânica, que completa 63 anos antes do nascimento da
criança, já teve uma experiência de gravidez tardia
quando, aos 53 anos, deu à luz gémeos. Liz Buttle, era
até agora a mais velha mãe do Reino Unido, tendo dado
à luz com 60 anos, em 1997. Rita Jordão
fonte: Jornal de Notícias
06.06.2006
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