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Sobre a Alcatra - prato
típico da ilha Terceira
A origem da alcatra estará
ligada ao próprio povoamento da ilha Terceira.
Os primeiros povoadores eram oriundos das Beiras, em
Trás-os-Montes, zona onde existe um prato com muitas
semelhanças à alcatra – a chanfana, confeccionada com
carne de cabra velha.
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Gilberto Vieira, proprietário
do restaurante “A Quinta do Martelo”, refere, a este propósito,
que a alcatra no Continente “é uma peça do animal que
não tem osso ( região do corpo do animal onde termina o
fio do lombo) – ancas de uma rês”.
Aos senhorios da época era oferecida a “alcatra com a melhor
parte do animal”, cabendo aos lavradores “as outras partes menos nobres
com osso”.
O problema é que, numa refeição com os seus
trabalhadores, um dos senhorios reparou, de vivo paladar, que a alcatra
tem muito melhor sabor quando leva carne com osso.
A alcatra, que teve ramificações um pouco por todo o
arquipélago, faz parte obrigatória da ementa das
Funções do Espírito Santo na Terceira.
Cada freguesia na Terceira tem a sua própria receita
(antigamente era hábito ouvir-se expressões como a
“alcatra da minha sogra” ou “a alcatra da minha tia”) sem apresentarem,
contudo, diferenças substanciais entre si.
As ligeiras alterações no paladar residem na mão
do cozinheiro(a) para com os temperos.
Refira-se, por último, que a confecção da alcatra
alargou-se a muitos outros produtos alimentares – peixe, feijão,
coelho e cabrito são apenas alguns exemplos.
fonte:
A União
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