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Telemóveis são mais prejudiciais no campo do que na cidade

mulher ao telefoneDe acordo com um estudo do Hospital da Universidade de Orebro, na Suécia, as pessoas que usam telemóvel em áreas rurais correm três vezes mais risco de desenvolver um tumor no cérebro do que aquelas que usam nas zonas urbanas.

Actualmente não há nenhum estudo que apresente provas concretas que indiquem que os telemóveis acarretam riscos para a saúde. No entanto, muitos especialistas e entidades de saúde oficiais têm recomendado a utilização limitada destes dispositivos assim como o recurso ao sistema de mãos-livres.
Num estudo publicado recentemente na revista médica britânica Occupational and Environmental Medicine, cientistas suecos adiantam que os telemóveis podem provocar mais riscos para a saúde quando utilizados no campo, uma vez que emitem sinais de radiofrequência mais fortes do que nas cidades.

O estudo realizado pelos investigadores do Hospital da Universidade de Orebro, na Suécia, envolveu 1429 pessoas com tumores malignos e benignos no cérebro e analisou 1470 pessoas saudáveis. Com base nesta amostra, os cientistas concluíram que os riscos podem não ser evidentes, nem precisos, antes dos 10 anos de utilização do telemóvel. No entanto, referem que as pessoas do campo que utilizam telemóvel há pelo menos três anos têm três vezes mais probabilidade de sofrer um tumor no cérebro do que as da cidade. Um risco que aumenta substancialmente nos indivíduos que, há mais de cinco anos, usam frequentemente o telemóvel. Segundo os cientistas, o uso de telefones analógicos ou sem fio não produziu qualquer efeito.

De acordo com o professor Lennart Hardell, responsável pela equipa de investigadores, a causa do aumento do risco parece estar relacionada com as estações de emissão base que, normalmente, são colocadas em áreas mais distantes das zonas rurais, o que "obriga" os telemóveis a compensar a emissão através de um sinal mais forte.

As conclusões retiradas deste estudo tiveram em consideração as condições ambientais em que as pessoas viviam, assim como outros factores que podem influenciar ou potenciar o risco de desenvolver tumores no cérebro. Citado pela agência Reuters, Lennart Hardell refere que: "Nós não podemos excluir que possam existir outros riscos indetectáveis no campo, mas tentámos ajustar os resultados tão bem quanto sabemos".

Outros estudos terão de ser efectuados sobre esta temática já que os cientistas referem que a amostra tem de ser alargada para poderem obter o dobro dos resultados e para que a teoria não deixe margem para dúvidas.


fonte: http://ciberia.aeiou.pt


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