HISTÓRIA
Designada por ilha de Jesus Cristo no período do seu
reconhecimento pelos navegadores portugueses, o povoamento inicia-se,
cerca de 1450, com a concessão da sua capitania ao flamengo
Jácome de Bruges pelo infante D. Henrique. As primeiras
povoações situam-se nas áreas de Porto Judeu e
Praia da Vitória, e em breve estendem-se a toda a ilha.
Com uma economia inicialmente voltada para a produção
agrícola, sobretudo de cereais, e a exportação de
pastel, planta tintureira, a Terceira começa a desempenhar
importante papel na navegação dos sécs. XV e XVI,
como porto de escala para as naus que traziam as riquezas das
Américas, que se juntam os galeões da Índia.
Nesse período a ilha Terceira é um entreposto do ouro,
prata, diamantes e especiarias vindas de outros continentes, o que
atrai a cobiça de corsários franceses, ingleses e
flamengos e faz com que as suas costas sejam alvo de ataques constantes
durante vários séculos.
A sucessão ao trono português do rei espanhol Filipe II,
em 1580, e o partido tomado pelos terceirenses do pretendente D.
António, Prior do Crato, que chegou a residir na ilha e nela
cunhou moeda, levou a que a Terceira sofresse tentativas de conquista
pelos espanhóis. O primeiro desembarque de tropas espanholas, em
1581, é totalmente derrotado na celebrada batalha da Salga, em
que participaram os escritores Cervantes e Lope de Vega. Em 1583
forças espanholas, muito superiores, comandadas por D.
Álvaro de Bazan, vencedor da batalha de Lepanto, conseguem
dominar a ilha, depois de violentos combates.
Até 1640 a Terceira é porto de escala dos galeões
espanhóis trazendo as fabulosas riquezas do Peru e do
México. Com a Restauração os espanhóis
são expulsos e a vida regressa à normalidade, mantendo a
ilha a sua posição de centro económico,
administrativo e religioso dos Açores até ao
início do séc. XIX.
As lutas liberais levam a Terceira a desempenhar, mais uma vez,
importante papel na história de Portugal.
Adepta do partido liberal desde 1820 e após várias
vicissitudes, dá-se em 1828, uma viragem em que os absolutistas
são dominados e a Terceira se transforma na principal base dos
liberais. Frente a Vila da Praia trava-se, em 1829, violenta batalha
naval em que as forças miguelistas são derrotadas, a que
se segue a instalação da regência na ilha e
posterior conquista das restantes ilhas do arquipélago para a
causa liberal. Da Terceira partem para o continente, em 1832, a armada
e o exército que, após o desembarque no Mindelo,
proclamam a Carta Constitucional.
O final do séc. XIX e o início do séc. XX
caracterizam-se por uma progressiva redução do papel da
Terceira no contexto dos Açores. A construção de
um porto na Praia da Vitória, a existência de uma
importante base aérea, o aeroporto comercial abrem novas
prespectivas de desenvolvimento à ilha.
GEOGRAFIA
De forma elíptica, a Terceira tem uma superfície de
381,96 Km2, com 29 Km de comprimento e 17,5 Km de largura máxima.
Um, planalto, com a saliência suave da serra do Cume, domina a
extremidade ocidental. A zona central é marcada pela grande e
baixa cratera da caldeira de Guilherme Moniz e por numerosas crateras
com pequenas lagoas, enquanto a leste se ergue um cone vulcânico
com ampla caldeira, a serra de Santa Bárbara, com a altitude
máxima da ilha, 1023 m. Está situada a 27º 10’ de
longitude oeste e a 38º 40’ de latitude norte.
GASTRONOMIA
Alcatra de peixe
Alcatra de carne
Sopas do Espírito Santo
Doçaria conventual
Queijos
Vinhos
FESTIVIDADES
FESTA DO ESPÍRITO SANTO
São festas comuns a todas as ilhas, embora divergindo em alguns
pormenores de ilha para ilha e até dentro da própria
ilha. Á volta de cada ilha todas as freguesias têm uma
capela, chamada "Império", com a respectiva irmandade.
São consideradas as festas religiosas mais
características de toda a etnologia insular.
Localização: Todo o arquipélago
Datas: De Maio a Setembro, com especial ênfase no 7º domingo
depois da Páscoa
Entidade responsável: Irmandades dos Espírito Santo
FESTA DE S.JOÃO
São João é um dos Santos padroeiros de mais
devotos e é por isso que 24 de Junho lhe é totalmente
dedicado. A origem destas festas data da colonização da
ilha Terceira, feita por fidalgos e sendo S. João o patrono da
fidalguia portuguesa, os nobres que ali estavam instalados
construíram uma ermida ao santo para celebrarem as
comemorações religiosas.
Localização: Ilhas Terceira, Flores e Faial
Datas: 24 de Junho
Entidade responsável: Comissão de festas
FESTAS DA PRAIA
Celebração da elevação da Vila da Praia a
cidade, onde se destacam a feira de gastronomia com presença de
diversas regiões de Espanha, touradas, exposições
e concertos musicais. Integram-se ainda no programa diferentes
actividades desportivas associadas directamente com a actividade
náutica.
Localização: Cidade da Praia da Vitória
Datas: 4 a 10 de Agosto
Entidade responsável: Comissão de festas
TOURADAS À CORDA
A tradição das
touradas na Terceira remonta ao
século XVI, quer pela abundância de gado nessa
época (mais de 100.000 cabeças), quer pela origem dos
primeiros povoadores de províncias com tradição
tauromáquica e a posterior presença castelhana. É
um espectáculo alegre e movimentado em que o touro tem os
movimentos condicionados por uma corda, que é controlada por um
grupo de homens.
Localização: Ilha Terceira
Datas: Maio a Outubro
Entidade responsável: Comissão de festas
FESTAS SANJOANINAS
Ligadas às tradições das festas de S. João,
transformaram-se, com o decorrer dos anos, em festas taurinas, com
animadas touradas à corda, largadas de toiros e touradas de
praça, contando sempre com a actuação de toureiros
a pé e a cavalo. Também faz parte do programa um cortejo
alegórico, um cortejo etnográfico, desfile e
actuação de marchas populares. Paralelamente realizam-se
provas desportivas de diversas modalidades. As noites são
animadas com a actuação de grupos, tunas
académicas, etc. Trata-se ainda de uma oportunidade de se
saborear os petiscos tradicionais da ilha, nas famosas tascas que
caracterizam também estas festas.
Localização: Cidade de
Angra do Heroísmo
Datas: 16 a 25 de Junho
Entidade responsável: Comissão de festas
DANÇAS DE CARNAVAL DA TERCEIRA
As Danças do Entrudo - nome dado pelo povo da ilha à sua
mais importante e conhecida forma de Teatro Popular - ocorrem durante o
período de carnaval, onde milhares de naturais e forasteiros
percorrem a ilha seguindo o itinerário das "danças",
às quais podem estar subjacentes variadíssimos temas
quotidianos. Teatro de cortejo, de rua ou de terreiro, as danças
são compostas por duas alas de oito dançarinos, um mestre
(munido de uma espada ou pandeiro e um apito) e um número
variável de intérpretes do "enredo", acompanhado por dois
conjuntos de músicos. O povo encontra nas danças a magia
necessária para contar o que se conhece do passado, para
denunciar o que se sofre no presente e para dizer o que exige do futuro.
Localização: Ilha Terceira
Datas: Carnaval
Entidade responsável: Comissão de festas
FESTIVAL ANGRAJAZZ
Para mais informações consulte o website oficial do
festival em www.angrajazz.com
FESTIVAL ANGRAROCK
Para mais informações consulte o website oficial do
festival em www.angrarock.com
LOCAIS A VISITAR
CENTRO HISTÓRICO DA CIDADE DE ANGRA DO HEROÍSMO
Em 1983 Angra do Heroísmo, principal centro urbano da Terceira,
foi classificada como Património Mundial pela UNESCO. Sugere-se
passeio a pé pelo centro histórico.
IGREJA MATRIZ DA PRAIA DA VITÓRIA
Da arquitectura religiosa destaca-se a Igreja Matriz com
pórticos ogivais e capelas manuelinas. Da arquitectura civil os
Paços do Concelho que remontam ao séc. XVI. Sugere-se
passeio a pé.
ALGAR DO CARVÃO
Situado no interior da Ilha Terceira - Caldeira Guilherme Moniz,
corresponde a uma chaminé vulcânica, não totalmente
preenchida pela lava. No interior as paredes e tecto da abóbada
estão cobertas com estalactites de sílica e no
chão formam-se estalagmites.
IGREJA DE S. SEBASTIÃO
Igreja com portais góticos e no seu interior a grande pintura
mural em fresco, constituída por cinco painéis,
representando S. Martinho, Santa Bárbara, a
aparição de Jesus a Madalena, S. Sebastião e S.
Joaquim e Sant'ana.
BISCOITOS
Zona vitivinícola importante, produz o afamado Vinho Verdelho
dos Biscoitos. Sugere-se a visita ao Museu do Vinho e à zona
balnear, com
piscinas naturais, sobressaindo o negro das
formações vulcânicas e o azul do mar.
fonte:
http://www.azores.gov.pt