A Ilha Terceira foi designada
por ilha de Jesus Cristo, aquando do seu reconhecimento pelos
navegadores portugueses. O povoamento inicia-se por volta de 1450, com
a concessão da sua capitania ao flamengo Jácome de Bruges
pelo infante D. Henrique.
A sucessão ao trono português do rei espanhol Filipe II,
em 1580, e o partido tomado pelos terceirenses do pretendente D.
António, Prior do Crato, levou a que a Terceira sofresse
tentativas de conquista pelos espanhóis. O primeiro desembarque
de tropas espanholas, em 1581, é totalmente derrotado na
célebre batalha da Salga. Em 1583 forças espanholas,
comandadas por D. Álvaro de Bazan, vencedor da batalha de
Lepanto, conseguem dominar a ilha, depois de violentos combates.
O período conturbada das lutas liberais (1820-1834) levam
a Terceira a desempenhar, mais uma vez, importante papel na
história de Portugal.
Em 1983, Angra do Heroísmo foi declarada pela Unesco, Cidade
Património da Humanidade.
Não se pode falar da Ilha Terceira sem referir as festas do
Divino Espírito Santo. Este culto está ligado à
Rainha Santa Isabel e ao milagre das rosas que se transformaram em
pão. Este milagre repete-se todos os anos nas vilas e aldeias da
Ilha Terceira na cerimónia da distribuição do
pão e da carne pela população. Este é um
ritual que remonta à Idade Média que se repete ao longo
dos séculos com um sentimento profundamente religioso.
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